
INFIDELIDADE
“...Num casamento, fidelidade é questão de ética. Acho ser infiel um horror. É muito prático nessa chamada sociedade moderna o homem ser liberal e a mulher liberada, mas alguns valores eu preservo com muita força.”
“...Digo olho no olho com todas as letras: nunca traí a minha mulher, nunca. Por quê? Por amor a ela. É simples como equação de primeiro grau, fácil como aritmética de 2 + 2 = 4. Podem dizer que sair por aí se relacionando com várias mulheres é coisa de macho, mas eu lhe digo: sou muito macho, e macho de uma mulher só.”
[toni ramos]
- Sem mais né... pra ele eu tiro meu chapeu e abro um lindo sorriso, a se todos...

... Possuir amigos é fundamental, mais não podemos deixar de pontuar que são humanos, e assim como nós tambem possuem suas fugas e esquivas, portanto que a ultima palavra sempre venha da doce canção que embala teu coração!

Quando o amor vacila
Eu sei que atrás deste universo de aparências,
das diferenças todas,a esperança é preservada.
Nas xícaras sujas de ontem,
o café de cada manhã é servido.
Mas existe uma palavra que eu não suporto ouvir,
e dela não me conformo.
Eu acredito em tudo, mas eu quero você agora.
Eu te amo pelas tuas faltas, pelo teu corpo marcado, pelas tuas cicatrizes,
Pelas tuas loucuras todas, minha vida.
Eu amo as tuas mãos, mesmo que, por causa delas,
eu não saiba o que fazer das minhas.
Amo o teu jogo triste.
As tuas roupas sujas, é aqui em casa que eu lavo.
Eu amo a tua alegria,
mesmo fora de si, eu te amo pela tua essência,
até pelo que você podia ter sido,
se a maré das circunstâncias
não tivesse te banhado nas águas do equívoco...
Eu te amo nas horas infernais e na vida sem tempo,
quando sozinha bordo mais uma toalha de fim de semana.
Eu te amo pelas crianças e futuras rugas.
Te amo pelas tuas ilusões perdidas e pelos teus sonhos inúteis.
Amo teu sistema de vida e morte.
Eu te amo pelo que se repete e que nunca é igual...
Eu te amo pelas tuas entradas, saídas e bandeiras,
Eu te amo desde os teus pés até o que te escapa.
Eu te amo de alma para alma e mais que as palavras
ainda que seja através delas que eu me defendo.
Quando digo que te amo mais que o silêncio dos momentos difíceis
Quando o próprio amor vacila...
[Autor desconhecido - linhas que gostaria que fossem minhas...]

Um trecho de "Maktub" - Paulo Coelho
"Diz o mestre:
Quando pressentimos que chegou a hora de mudar, começamos - inconscientemente - a repassar um tape mostrando nossas derrotas até aquele momento.
É claro que, à medida que ficamos mais velhos, nossa cota de momentos difíceis é maior. Mas, ao mesmo tempo, a experiência nos deu meios de superar estas derrotas, e encontrar o caminho que permite seguir adiante. É preciso também colocar esta fita em nosso videocassete mental.
Se só assistimos ao tape da derrota, vamos ficar paralisados. Se só assistimos ao tape da experiência, vamos terminar nos julgando mais sábios do que realmente somos.
Precisamos das duas fitas."

Não quero ser nada mais
Do que esta morte em vida
Não preciso fazer nada
Cada dia se vai um pedaço
Já não tenho mais coração
Minha cabeça queima
Falta-me ar
Ainda se fosse as vezes
Mais é isso todo dia
E eu novamente aqui sozinha
Com essas sombras que me perseguem
Com esse pavor de ser e estar
Gritos presos na garganta
Nojo do que sinto
Porque Deus foi tão duro comigo
Porque me fez gostar de algo que não existe
Eu que sempre precisei tanto de carinho
Hoje sofro calada, isolada
Minha torre desabou
Sinto que não posso mais suportar
Me odeio por te amar
Me odeio por te esperar
Em cada rosto, em cada esquina
E quando olho para mim
Vejo dor e tristeza sem fim
Eu vou acabar com tudo isso
Vai ser em doses pequenas e diarias
Ninguem vai saber
Como foi que tudo aconteceu
Vai chegar a sua hora de chorar
Todas essas minhas lágrimas de sangue
Porque você ira sentir na sua carne
Tudo que eu sentia com minha alma
Mais não estarei mais aqui
Para ser esperança de que tudo volte.
[Ana_Vasques]
Você treme por este coração partido...
Você pode ver, que não existem dois sem três,
Que a vida vai e vem e que não se detém
Eu é que sei
Mas minta para mim ainda que seja, me diz que existe algo
Entre nós dois, que em sua casa
O sol nunca aparece, que o tempo não passa,
Nem a dor.
Mas leve se você quiser se entregar
A nenhum destino, sem nenhum por que
Já sei que o coração que não vê
É o coração que não sente e amor
Mas você sabe que no fundo da minha alma
Continua aquela dor por crer em você
O que aconteceu da ilusão e da beleza que é viver?
Por que me curou quando estava ferido
Se você deixa de novo o coração partido
Quem vai entregar suas emoções?
Quem não vai pedir que nunca lhe abandone?
Quem me cobrirá nesta noite fria?
Quem me vai curar o coração partido?
Quem encherá de primaveras este janeiro,
E alcançará a lua para que brinquemos?
Me diga se você vai, me diga meu carinho,
Quem me vai curar o coração partido?
Você treme por este coração partido
Dar somente aquilo que te sobra
Nunca foi compartilhar, é esmola, amor
Se você não sabe, posso lhe dizer.
Depois da tempestade sempre vem a calma,
Mas eu sei que depois de você,
Depois de você não existe nada
Por que você me curou quando estava ferido
Se hoje deixa de novo o coração partido.

Por mais que tudo passe
É você que quero que me abrace
O odio que sinto
É do amor que um dia tive
Hoje restam fragmentos
Vivos intensos em mim
A dor é apenas o meio
De algo que não tem fim
Te repudio em tudo
Te gosto ao todo
Dor que me consome
Nem o vinho a destorce
Por mais que tente
Que insista
Nada é igual
Me diga porque viver
Se nada faz sentido
Dias longos
Noites de tormento
Sorrisos falsos
Olhar triste
Lagrimas demais
Para uma ana de menos
Rezo para não te ver
Me alegro ao te ver
Porque o que resta
É a morte
Minha ou tua
Já tentei te matar
Meu coração não deixa
Malvado, insano, suicida
Agora resta-me o fim
Porque viver assim
A não, isso não é para mim.
[Ana_Vasques]

...porque nesse exato momento, espero apenas o já, e digo espero porque é algo que está além da minha vontade de qualquer coisa, ninguém compreende, eu sei, mas olho para minha unha e ela está prestes a cair, cai-não-cai, cai-não-cai, ironicamente, percebo-me igual desde o dia em que deixei tombar as muletas que me sustentavam, pois ainda não sei andar sem elas e fica a sensação louca absurda egoísta e vulgar de sentir o universo inteiro existindo dentro do meu estômago, pulsando, pulsando, pulsando, enquanto distribuo a todos dentes fartos e insossos de quem aprendeu a chorar sorrindo, porque quando há dor, é sempre tão minha e só minha e de mais ninguém, como a coca-cola restante do deserto que luto para tomar, permitindo que gases de rouquidão e coisas sem-sentido borbulhem alegremente por todas as veias de um corpo que pulsa, pulsa, pulsa...
,ameaço abrir a boca, mas não espero ouvintes atentos, microfones, revistas de fofocas e interesse, aguardo somente que tímidos vaga-lumes encostem suas bundas luminosas e frias na minha face e sussurrem que tudo está claro, tão claro e não percebo, basta olhar, mirar o outdoor gigantesco, óbvio e real bem diante de meus olhos, escancarando verdades que ouso dissecar mas temo confrontar no juízo final, penso em Deus, em rabanada, em frutas caindo podres na beira da estrada e em sorvete alaranjado escorrendo macio pelo queixo, fujo do confronto porque dói, uma dessas dores finas como garfo raspando o alumínio da panela, sem dó sem piedade sem nada, pois ainda que me contorça, que envergue os sentidos, que me imagine bebendo um suco azul de céu espremido no copo meio cheio, ainda assim sei que o véu parecerá, eu disse parecerá, permanecer prostrado no mesmo lugar, e todos verão somente a máscara perfeita de quem nunca aprendeu a acender um cigarro, ler Ulysses, decifrar sonhos, dar nomes às coisas, inventar, quem sabe?
,a máscara de quase artista, que acompanha meus passos enquanto danço sem roupas num palco solitário para uma platéia que finge se chocar com minhas cores venenosas, impregnadas de mim e de um mundo que nunca entendi, ou escolhi, não sei dizer ao certo agora porque os tempos se confundem e a nuvem estranha continua lambendo meus cabelos ralos e cheio de uma vida que me intriga e encanta, está frio e os ossos gelados apitam, avisando que já não há como viver sentindo tanta saudade de um futuro que, ainda?, não nasceu, que o passado esconde qualquer coisa para sempre, amém, e que ser feliz não rima com a poesia que se lê na coluna diária do pobre jornal popular.
,ninguém entende, no entanto é preciso ainda mais, um pouco aqui e um passo além, sempre mais, porque ao meu redor há a existência de tudo o que não compreendo ou posso tocar, mas desejo amar até morrer com essa mania incontrolada de procurar a paixão embaixo das pedras, dentro dos pães, no pó do café, passeando no reino das formigas, ah, ainda sonho com o doutorado em formigas nessa vida, não sei se para chegar a Deus ou apenas a mim, mas pela primeira vez imagino que a miudez do que é possível talvez seja a direção para o já, para o dizível, para o exato momento onde atravessei o rio e descobri que ele não era inventado, porque foi nesse milésimo segundo de tempo que me perdi ou me achei, não importa mais saber, não agora que entendi que o caminho desliza por dentro e viver sem as muletas calejadas jogadas no pé da escada é só uma questão de re-descobrir tudo aquilo que um dia sonhei ser a liberdade.
[N.Duprat]
... porque esse texto mexeu com minhas extruturas mais solidas que ainda acredito possuir, palavras intrigantes, claustrofóbicas e belas... e mais uma vez gostaria q fossem minhas estas linhas, agora vou dormir ... para quem sabe aquecer essa minha dor muda, mais não me conformo em ter que tomar anti-depressivos - essa depressão não era minha, onde se escondeu minha alegria?

Meu café em pó soluvél... Minha fé em Deus!

Nasci dura, heróica, solitária e em pé.
E encontrei meu contraponto na paisagem
sem pitoresco e sem beleza.
A feiúra é o meu estandarte de guerra.
Eu amo o feio com um amor de igual para igual.
E desafio a morte.
Eu - eu sou a minha própria morte.
E ninguém vai mais longe.
O que há de bárbaro em mim
procura o bárbaro e cruel fora de mim.
Vejo em claros e escuros os rostos das pessoas que vacilam às chamas da fogueira.
Sou uma árvore que arde com duro prazer.
Só uma doçura me possui:
a conivência com o mundo.
Eu amo a minha cruz,
a que doloridamente carrego.
É o mínimo que posso fazer de minha vida:
aceitar comiseravelmente o sacrifício da noite.
[clarice_lispector]